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Os Poderes de Eä

Postado por em agosto 24, 2009 em Regras - 1 Comentário

Eru Ilúvatar

Eru é o Poder Supremo do universo. Era conhecido como Eru, o Único, entre os Valar, e como Ilúvatar na Terra-Média. Foi de seu pensamento que surgiram os Ainur, os Sagrados, para que o fizessem companhia antes que tudo mais fosse criado.

Ilúvatar deu a cada um dos Ainur, uma personalidade própria e sugeriu a eles que cantassem uma música em harmonia para a criação de Arda, o mundo.

E a partir do tema que Ilúvatar propôs, os Ainur criaram uma Música Magnífica, e de sua melodia ia surgindo o mundo de Arda, com céu, montanhas, água, animais e plantas.

Ilúvatar não interferia diretamente nos acontecimentos de Arda, exceto uma única vez quando os Dunedain de Númenor, liderados pelo seu Rei Ar-Pharazôn e enganados pelos maus conselhos de Sauron, o Maia, resolveram quebrar a interdição dos Valar e navegar até as costas de Valinor, as Terras dos Imortais. Os Valar então renunciaram sua autoridade sobre Arda e chamaram Ilúvatar que modificou o mundo para sempre, além de afundar toda a ilha Númenor no oceano, destruindo seus habitantes.

É dito que uma outra música surgiria da união dos Ainur para cantar junto a Ilúvatar no fim dos tempos, e que ela teria uma melodia ainda melhor trazendo a mais perfeita canção.

Os Ainur

Quando o mundo foi primeiramente feito, os Ainur, os “sagrados”, vieram para fora das Mansões Eternas e entraram na nova terra. Os Ainur existiam sem forma ou substância nas Mansões Eternas, mas dentro das Esferas do Mundo eles tomaram muitas e variadas formas. Estas pessoas eram os Poderes de Arda e os mais poderes dentre eles eram os Valar, e número de quinze. Os menores Ainur eram uma multidão chamada Maiar e eram os servos dos Valar. Embora fossem muitos nas Terras Imortais, poucos foram nomeados nas histórias dos Homens, pois suas preocupações raramente tinham a ver com os problemas mortais, mas sim com os Valar nas Terras Imortais.

Valar, os Poderes de Arda

Dentre os grandes espíritos criados por Ilúvatar, os chamados Ainur, há aqueles a quem os elfos chamam de Valar, os poderes de Arda e os homens com freqüência os chamam de deuses.

Como Ainur, os Valar são espíritos imortais sem necessidade de transporte corpóreo. Os espíritos deles só tomam forma para que eles possam interagir com as Crianças de Eru. O papel dos Valar, que era a criação e manutenção de Arda e dos Céus ditou a necessidade deles por uma forma e a adoção ocasional de corpos físicos, pois guardiões de um mundo material requerem formas materiais.

Os senhores dos Valar são sete e as Valier, as rainhas dos Valar também são em sete, mas conta-se que no começo, os Valar eram em quinze, mas o primeiro e mais poderoso deles, Melkor caiu em desgraça e já não se conta entre os Valar e seu nome já não se pronúncia na terra, sendo removido dessa maneira dos anais dos Abençoados.

Os Valar são poucos, mas eles são os seres mais poderosos em Eä. Eles trabalham pelas pessoas deles, servidos pelos Maiar, os Ainur menos abençoados empenhados em lealdade como criados da a realeza Valar.

Melkor, O Que Sobe em Poder.

O nome Melkor significa “aquele que sobe em poder”. Mas ele desmereceu esse nome, e os Noldor chamaram-lhe Morgoth, o Inimigo Escuro do Mundo. Melkor era a princípio o mais poderoso dos Valar, mas usava seus poderes e conhecimentos para criar a discórdia, pois não entrava em harmonia com os outros Valar na Grande Música, destruindo tudo que os Ainur criavam.
Melkor buscava o poder só para si, querendo que tudo fosse feito conforme sua vontade, mesmo que isso fosse contra as convicções do próprio Ilúvatar. Esbanjava força, violência e tirania pois cobiçava Arda e tudo que nela houvesse. Melkor tentou de todas as formas roubar para si tudo que pudesse ver, e o que não conseguia roubar ele deformava ou destruía, tomado de inveja.

Ele não estava só, muitos Maiar foram seduzidos pelas suas promessas de poder. Terríveis entre esses espíritos eram os Valaraukar, os flagelos de fogo, que na Terra Média foram chamados de Balrogs, demônios de terror. Os danos causados por Melkor nunca puderam ser totalmente curados, mas ele encontrou seu fim quando foi aprisionado pelos outros Valar no vazio, e condenado a perpétuo exílio, preso, sem boa parte de seus poderes, sem os braços e as pernas, que lhe foram cortados e acorrentado pelo pescoço.

Manwë, O Senhor do Hálito de Arda.

Manwë e Melkor eram irmãos no pensamento de Ilúvatar. O mais poderoso dos Ainur que desceram à terra, era a princípio, Melkor. Mas Manwë é o mais querido a Ilúvatar e compreende mais claramente seus propósitos. Foi destinado a ser, na plenitude do tempo, o primeiro de todos os Valar. O Senhor dos reinos de Arda e soberano de todos que neles vivessem. Em Arda o seu deleite está nos ventos e nas nuvens, e em todas as regiões do ar, das alturas aos abismos, das mais extremas fronteiras do véu de Varda às brisas que sopram na erva. Súlimo é o seu cognome (Senhor do Hálito de Arda). Ama todas as coisas velozes, fortes, de asas, e elas vêm e vão a seu comando.

Ulmo, O Senhor das Águas.

Ulmo é o Senhor das Águas. Está só, não habita muito tempo em lugar algum, movimenta-se como lhe apetece em todas as águas profundas em volta da terra ou dentro dela. Segue-se em poder a Manwë, e antes de Valinor ser feita era o mais próximo a ele em amizade; mas depois disso raramente se apresentou nos conselhos dos Valar, a não ser que assuntos importantes estivessem em debate, pois mantém toda a Arda no pensamento e não tem necessidade de nenhum lugar de repouso.. Ademais, não gosta de andar sobre a Terra, e é raro vestir-se com um corpo a maneira de seus pares. Se os filhos de Eru o olhavam, ficavam cheios de grande temor, pois a ascensão do Rei dos Mares era terrível como uma vaga montanhosa que avança sobre a terra, de elmo escuro coroado de espuma e cota de malha a brilhar de prata, até as sombras de verde. As trompas de Manwë são fortes, mas a voz de Ulmo é profunda como os abismos do oceano que só ele viu.

Aule, O Ferreiro dos Valar

Aulë tem pouco menos poder que Ulmo. O seu domínio exerce-se sobre as substâncias de que Arda foi feita. Ao princípio fez muito de camaradagem com Manwë e Ulmo, e o aperfeiçoamento de todas as terras foi trabalho seu. É ferreiro e mestre de todo o mister, e deleita-se em trabalhos de perícia por menores que sejam, assim como nas portentosas construções de antanho. Suas são as gemas que jazem nas entranhas da terra, e é seu o ouro que é belo na mão, não menos do que as paredes das montanhas e as bacias do mar. Os Noldor aprenderam muito com ele, que sempre foi amigo. Melkor tinha ciúmes dele, pois Aulë era seu semelhante em pensamento e poderes; e ouve grande luta entre eles na qual Melkor sempre desfigurou os trabalhos de Aulë, e Aulë foi-se cansando de reparar os tumultos e as desordens de Melkor. Ademais ambos desejavam fazer coisas suas, que fossem novas e nunca tivessem sido feitas por outros, e deleitavam-se no louvor à sua arte.

Yavanna, A Doadora de Frutos.

Yavanna é a esposa de Aulë, a doadora de frutos. Ama todas as coisas que crescem na terra e a todas as suas incontáveis formas conserva na memória, das árvores como torres na floresta de a muito tempo, ao musgo das pedras ou as pequenas e secretas coisas do bolor. Em reverência, Yavanna fica em seguida a Varda entre as rainhas dos Valar. Com forma de mulher é alta e se veste de verde, mas às vezes assume outras formas. Á quem a tenha visto como uma árvore que se ergue no céu coroado pelo sol, e de todos os seu ramos corria um orvalho dourado para a terra árida, e essa terra se tornava verde e rica; mas as raízes da árvore estavam nas águas de Ulmo, e os ventos de Manwë falavam-lhe nas folhas. Kementári (Rainha da Terra) lhe chamavam em língua eldarin.

Mandos, O Juiz dos Valar

O verdadeiro nome de Mandos é Námo, mas ele é conhecido por todos pelo nome do lugar onde habita em Mandos que fica ao ocidente de Valinor. Ele é o mais velho dos Fëanturi, é o Guardião da casa dos mortos e aquele que convoca os espíritos dos que estão mortos. Não esquece nada e sabe todas as coisas que acontecem, salvo apenas os que ainda se encontram na liberdade de Ilúvatar. É o juiz dos Valar, mas só pronuncia as suas sentenças e seus destinos a mando de Manwë.

Vaire, A tecelã.

Vairë é a esposa de Mandos. Ela é chamada de A Tecelã, e tece todas as coisas que jamais aconteceram no tempo, nas suas famosas teias as mansões de Mandos se alargam continuamente com o passar das eras, estão delas revestidas.

Lórien, O Senhor dos Sonhos.

O verdadeiro nome de Lórien é Irmo, ele também é conhecido por todos pelo nome do lugar onde habita, é irmão de Mandos e um dos Fëanturi. É o senhor das visões e dos sonhos, em Lórien se situam os seus jardins, na terra dos Valar, e são os mais belos de todos os lugares do mundo, e cheios de muitos espíritos.

Esté, A Curadora.

Estë a suave, a saradora de fadigas, é a esposa de Lórien. Cinzento é o seu trajar e o repouso é o seu dom. Não se vê de dia, e dorme em uma ilha arborizada de Lórellin. Das fontes de Lórien e Estë recebem apaziguamento todos os que vivem em Valinor, e muitas vezes os Valar vão também a Lórien para encontrar descanso e repouso do fardo de Arda.

Nienna, A Valië da Compaixão.

Nienna tem mais poder que Estë é irmã dos Fëanturi, vive só. Está familiarizada com o sofrimento e padece com todas as feridas que Arda sofreu através das desfigurações de Melkor. Tão grande foi seu sofrimento quando a música se desenrolava que o seu canto se transformou num lamento muito antes do fim, e o som da lamentação foi entristecido nos temas do mundo antes de ele começar. Mas ele não chora por si própria, e aqueles que a escutam apreendem a ter compaixão e na esperança encontram resistência. As suas mansões ficam a ocidente do ocidente, nas fronteiras do mundo, e ela vai raramente a cidade de Valimar onde tudo é alegre, prefere ir as mansões de Mandos que ficam mais próximas as suas; e todos aqueles que esperam em Mandos clamam por ela, pois leva força ao espírito e transforma o sofrimento em sabedoria.

Tulkas, O Valente.

O maior em força e proezas é Tulkas, que tem o sobrenome de Astaldo, O Valente. Foi o último a chegar a Arda, para ajudar os Valar nas primeiras batalhas contra Melkor. Deleita-se em lutas e em demonstrações de força, e não cavalga nenhum corcel, pois é capaz de superar a velocidade de qualquer coisa que correm sobre pés, e é incansável.. O seu cabelo e sua barba são dourados, avermelhada é sua carne, e as suas armas são suas mãos. Pouca importância liga ao passado ou ao futuro, e não vale nada como conselheiro, mas é um amigo firme. Tulkas ri sempre, no desporto ou na guerra e até perante Melkor, ele riu em batalhas antes de os Elfos terem nascido.

Orome, O Caçador.

Oromë é um senhor poderoso. Se por um lado é menos forte que Tulkas, por outro é mais temível quando encolerizado. Oromë amava as terras da Terra Média e deixou-as contrariado, e foi o último a chegar a Valinor; e com freqüência, antigamente, retrocede aos montes e as planícies. É caçador de monstros ferozes, deleita-se com cavalos e cães de caça, e ama todas as árvores. Por essa razão é chamado Aldaron, e pelos Sindar Tauron, o Senhor das Florestas. Nahar é o nome do seu cavalo, branco ao sol e de prata refulgente a noite. Valaróma é o nome da sua trompa, cujo som é como a subida do sol escarlate, ou como os relâmpagos no retalhar das nuvens. Acima de todas as trompas do exército de Oromë a sua era ouvida nas florestas que Yavanna criou em Valinor, pois aí Oromë treinava a sua gente e seus animais para perseguição das diabólicas criaturas de Melkor.

Vána, A Sempre Jovem.

Vána é a esposa de Oromë, chamada de “a sempre jovem” também é a irmã mais nova de Yavanna. Todas as flores rebentam quando ela passa e desabrocham se ela as olhar; e todas as aves cantam com sua chegada. Vána tem a natureza jovem e indomada, ela é a personificação da vida entre os Valar e para aqueles que lhe vejam. Sua alma fogosa a leva ao deleite com a música, e aqueles que lhe ouvem sentem a memória de sua juventude retornar e a disposição dos velhos dias na alma e no corpo. Vána aprecia as cores rubras, a aurora e o por do sol são para ela os mais preciosos momentos do dia. Brilhante e bela, ela não gosta de coisas materiais e nunca demonstra sinais de idade, apenas de sabedoria.

Maiar, os Ainur Menores.

Os Maiar compõe a maioria dos Ainur que entraram em Eä no seu início. Embora criados dos Valar, eles compartilham a mesma natureza dos seus irmãos.

Como os Valar – e realmente todos os Ainur – os Maiar são espíritos imortais sem necessidade de forma. As formas corpóreas deles os permitem interagir com as Crianças de Eru simplesmente, e lhes permite executar a tarefa primária deles que é a tendência de Arda. Este papel os permite interagir com os habitantes da Terra-Média mais diretamente que os Valar, porque os Maiar levam a palavra dos mestres deles e servem como os intermediários entre eles.
O número dos Maiar é desconhecido; porém, estes espíritos menores compõem as pessoas dos Valar e são numerosos o bastante para nutrir as próprias sociedades deles e levantar suas próprias guerras. A variedade deles é grande e a lenda deles reflete seu caráter variado; e embora os Maiar tenham nascido antes da Existência, eles compartilham muitas das paixões e negligências de povos mais simples.

Eönwë, o Arauto de Manwe

O mais poderoso dos Maiar é Eönwë, o Arauto de Manwë, o Senhor dos Ventos. A força de Eönwë em batalha rivaliza mesmo com os Valar, e o sopro de seus trombetas é um terror para todos os seus inimigos, pois atrás de seus som vem o Arauto dos Valar. Foi ele quem ensinou aos Edain grande sabedoria e conhecimento. Ilmarë, que lança suas lanças de luz no céu noturno, é chefe das Maiar. Ela também é criada de Varda, a Rainha das Estrelas, que governa os Céus.

Arien, o Espírito de Fogo

Arien, o espírito de fogo que uma vez já foi Maia dos jardins dourados de Vána em Valinor, é a mais adorada pelos Homens. É ela quem guia o vôo do Sol, pois, como o “Narsilion” conta, o Sol é o último fruto de Laurelin, a Árvore Dourada dos Valar; foi colocado num grande navio feito por Aulë, o qual foi abençoado por Manwë antes de ser carregado por Airen para os céus.

Tilion, o Caçador do Arco Prateado

Como Arien faz durante o dia, assim o faz durante a noite Tilion, o Caçador do arco prateado. Tilion fora um Maiar de Oromë, mas agora conduz o navio da Lua, que doi a última flor de Telperion, a Árvore Prateada de Valinor.

Osse, o Senhor das Ondas & Uinen a Dama da Calmaria

Os Maiar Ossë e Uinen, servos de Ulmo, o Senhor dos Oceanos dos Valar, são conhecidos de todos os que navegam os mares. Ossë é senhor das ondas de Belegaer, o Mar Ocidental, e é dito que Ossë realmente ama os Elfos-do-Mar e foi ele quem primeiro trouxe a arte da construção de navios para o Mundo. Ele é temido por todos os marinheiros, pois em alegria ou fúria seu poder é espantoso. Contudo, todos os marinheiros possuem grande amor por Uinen, Dama da Tranquilidade. Ela é esposa de Ossë, e apenas ela pode restringir seu temperamente encolerizado e seu espírito selvagem. Os marinheiros de Belegaer oram a ela para que ela deite seus longos cabelos sobre as águas e acalmem sua agitação. Como Ossë amou os Elfos-do-Mar, assim também Uinen amava os Númenóreans; até a Queda de Númenor e a Mudança do Mundo ela sempre viajou em frente aos navios desse povo do mar.

Melian, a Rainha dos Elfos Cinzentos

De todos os contos dos Maiar, talvez o mais estranho seja o de Melian, que serviu tanto Vána quanto Estë em Valinor, mas na Era da Luz das Estrelas foi para a Terra-média. E lá, nas florestas de Beleriand ela encontrou o Lord Eldar Elwë Singollo e casou com ele. Esta foi a única união entre Elfos e Maiar que existiu, e, durante quatro longas eras das estrelas e uma do Sol, Melian foi rainha dos Elfos-cinzentos e esposa de Elwë, que era chamado de Thingol e Rei Capacinzenta. Naquele tempo seu reino era o mais belo na Terra-média devido á luz e beleza de Melian. Mesmo assim, Thingol foi tragicamente morto perto do final da Primeira Era do Sol. Melian cobriu-se de tristeza e a luz do reino apagou. A rainha retirou-se para Valinor novamente, deixando as Terras Mortais para sempre.

Os Balrogs

Nem todos os Maiar eram espíritos belos e bons. Muitos foram corrompidos pelo Vala rebelde, Melkor o Inimigo. Os principais eram os Balrogs, que uma vez foram brilhantes espíritos de fogo, belos como Airen, que guia o Sol, mas foram mudados em formas demoníacas pelo ódio e fúria. Ocultos em escuridão imunda, os Balrogs eram experientes em fogo e empunhavam chicotes e lâminas em chamas. Gothmog foi seu senhor e o conto dos feitos dos Balrogs é longo e sangrento.

Os Istari, os Cinco Magos

Ao final do primeiro milênio da Terceira Era do Sol, é dito que cinco Maiar vieram para a Terra-média. Eles não vieram em grandes formas, mas na figura de velhos Homens. Cada um possuía uma barba branca e vestia uma capa de viajante, um chapéu pontudo e carregava um longo bastão. Eram os Istari, a quem os Homens chamaram Magos e muito de sua lenda é contado no “Livro Vermelho do Marco Ocidental”. Apenas três dos cinco são nomeados nas histórias. Radasgat o Marrom era um mestre de pássaros e animais da floresta e viveu perto de Mirkwood em Rhosgobel. Saruman o Branco aparecia como o maior da Ordem Istari, e por um tempo ele foi realmente hábil e sábio, mas caiu nas estradas do mal, trouxe ruína para muitos e foi ele mesmo completamente destruído em seus esforços de fazer a si mesmo um grande poder. Gandalf o Cinzento foi o mais famoso dos Istari. No começo ele era chamado de Olórin e serviu tanto Lórien o Mestre dos Sonhos quanto Nienna a Lamentadora; ele foi conhecido com o mais sábio da raça dos Maiar. Os últimos dois Istari eram Alatar e Pallando, chamado Magos Azuis e servos de Oromë, o Cavaleiro. De seus destinos e feitos na Terra-média pouco é dito, sabe-se apenas que desaparecerem no Leste.

Sauron Gorthaur, o Cruel

Um Maia é conhecido acima de todos os outros devido ao seu grande mal, como as histórias da Terra-média relatam. Este é Sauron, cujo nome significa o “abominável”. Sauron, o Senhor Escuro, que uma vez fora um Maia de Aulë o Ferreiro, foi chefe dos servos de Morgoth e seu eventual sucessor.
Nas Eras da Escuridão, enquanto Melkor governava em Utumno, e nas Eras das Estrelas, enquanto Melkor estava acorrentado pelos Valar, Sauron governou o reino maligno de Angband. Ao retorno de seu mestre, e através de todas as Guerras de Beleriand antes de Melkor ser jogado no Vazio, Sauron foi seu maior general. Ele também foi chamado de Gorthaur o Cruel, e viveu mais do que qualquer outro Maiar que serviu a Melkor. Muitas foram as guerras e holocaustos através das Eras das Lâmpadas, Árvores, Estrelas e Sol que Sauron sobreviveu.

Após o terror da Primeira Era do Sol, é dito que Sauron apareceu na Segunda Era em uma bela forma e assumiu o nome Annatar, “senhor dos presentes”. Eventualmente, quando fez a si mesmo Senhor dos Anéis, seu espírito maligno foi revelado e a guerra, como uma sombra escura, novamente cobriu a Terra-média.

Na Queda de Númenor o corpo de Sauron foi destruído. Mas seu espírito fugiu para Mordor e pelo poder do Um Anel ele fez uma nova forma para si, embora não mais pudesse parecer belo. Desde então ele tomo a forma do Senhor Negro e tornou-se um terrível guerreiro com um armadura negra sobre uma pele negra e tinha olhos terríveis e encolerizados. mas mesmo esta forma foi destruída ao final da Segunda Era quando Mordor caiu e o Um Anel foi tomado de sua mão. Mas, tão grande era o poder do espírito de Sauron, que na Terceira Era novamente tomou forma. Seu espírito tornou-se manifesto pelo poder da feitiçaria em um grande olho sem pálpebra. Como o olho de todos os grandes gatos caçadores da floresta, montanhas e planíceis feito um, e inteiramente maligno, era aquele Olho que estava cercado por uma chama mortal e envolto em trevas. Mas mesmo esta forma dependia do poder que estava no Um Anel, e, na guerra que encerrou a Terceira Era, o Anel foi destruído. Mais uma vez, e finalmente, o espírito de Sauron foi levado para as sombras e nunca mais este Maia reapareceu.

Os Maiar como Personagens do Narrador

Todos sabemos que um dos maiores desejos dos nossos jogadores é usar algum dia um mago como Gandalf ou um guerreiro como Eönwe, mas não existem regras para tal possibilidade. Algo que eu sempre ouvi de narradores do antigo MERP e do novo Senhor dos Anéis RPG, nos fóruns e listas de discussão e até mesmo dos desenvolvedores do jogo foi o seguinte: “Nunca permita seus jogadores usarem estes tipos de personagem, pois eles são extremamente poderosos e podem muito bem desequilibrar a partida.” Realmente estão certos, por própria experiência, descobri quanto prejuízo isso pode causar. Mas nada impede que o narrador utilize personagens Maiar, mas aí vem a pergunta: “Como fazer?”.

Os Maiar são espíritos primordiais, criados por Iluvatar na formação do mundo. Eles não podem ser percebidos pelos homens, embora os elfos possam sentir sua presença. Quando desejam interagir no mundo de Arda, os Ainur devem assumir uma forma material. Essa forma é constituída por um corpo físico que pode ser destruído e está sujeito a todas as fraquezas da matéria como doenças, dor, cansaço, fadiga, ferimentos, etc. Apenas as fraquezas da idade não atingem a manifestação física do Maiar, mas mesmo assim, parece envelhecer lentamente.

Caso sua forma física venha a ser destruída, seu espírito estará novamente livre e voltará para Aman, as Terras Imortais, a não ser que seja um espírito maligno como foi Saruman ou o próprio Sauron, neste caso permanecem vagando por locais sombrios da Terra Média até recuperarem poder suficiente para se manifestar com um novo corpo.

Atributos

Os Maiar são espíritos de poder, que autorizados pelos Valar, adquirem uma forma física para interagir com os habitantes de Arda. Os Maiar assumem os atributos da raça a qual tomou forma, pois de certa maneira eles estão “presos” a um corpo físico. Assim, aqueles Maiar que assumiram uma forma monstruosa serão igulamente fortes e com grande vitalidade e tamanho, como os Balrogs…enquanto aqueles que tomam a forma de um Istari, os magos tem o tamanho e aparencia humana, tendo seus atributos limitados pela forma corporal que usam. Em resumo, teriam atributos equivalentes a raça que assumiram a forma, assim como os Istari assumiram formas humanas e Melian forma élfica. Lembrando que eles possuem um espírito imortal, mas um corpo perecível, podendo muito bem morrer, e ter o seu espírito aprisionado, como aconteceu com Saruman, ou voltar no mesmo corpo, como ocorreu com Gandalf.

Habilidades

Os Maiar possuem diversas habilidades que os diferenciam das demais raças existentes, são elas:

Espírito Imortal: Quando a forma física do Maiar morre, o espírito sobrevive, podendo voltar à Eä sob a autorização do Valar que é o seu mestre. Caso não seja autorizado ele ficará vagando pela Terra-Média, durante o período de tempo igual a seu Porte multiplicado por 10 anos, tentando conseguir poder suficiente para reconstruir seu corpo físico. Caso ele queira, poderá voltar, mas em um corpo mais fraco, tendo todas as suas características reduzidas pela metade. Logicamente a mágica sutil da Terra-Média poderá atuar para a volta do Maiar destruído, como no caso de Gandalf que voltou mais forte.

Magia Poderosa: Quando um Maiar evoca a magia poderosa de Arda, ele o faz com maior poder e controle, todos os modificadores de magia são dobrados, assim como a distância, dano, tempo de duração.

Imutabilidade: Os Maiar não sofrem com os efeitos do envelhecimento, embora pareçam envelhecer muito lentamente, e nem sofrem com os efeitos de doenças ou venenos.

Corpo Resistente: Os Maiar recebem um bônus igual a +4 nos testes de Vigor para resistir à perda de Níveis de Fadiga.

Mente Resistente: Os Maiar recebem um bônus igual a +4 nos testes de Força de Vontade para resistir a tentativas de uso da perícia Intimidar ou outras formas de dominação.

Luz Interior: Por serem servos dos Valar e fazerem parte das primeiras crias de Illuvatar, os Maiar, possuem assim como os Noldor “Grande poder contra os Visíveis e Invisíveis”. Os Mair recebem o bônus de +12 em todos os testes para resistir e se opor aos poderes da Sombra. Isso inclui suportar o medo provocado pelos Nazgul, realizar tentativas de intimidar os servos do do escuro, neutralizar feitiçaria e coisas do tipo. Entretanto não inclui testes para atacar inimigos ou deles se defender.

A Arte: Assim como descrito no Livro Básico.
Poder sobre a Mágica: Como habilidade dos Balrogs (Animais Cruéis, Mágica Prodigiosa pg 13).

Patrono: Todo Maiar tem um Valar como patrono, ao qual deve obediência, caso contrário perde a permissão de seu espírito voltar caso ele tenha o seu corpo destruído. Ao Patrono é devida total obediência, em troca ele dará as bênçãos de sua proteção, de acordo com o Valar patrono. Um Maiar pode ter no máximo dois patronos, recebendo as bênçãos de ambos.

Valar

Poder

Aulë, o ferreiro.+5 para metalurgia e ofícios ligados à confecção de artefatos em ferro. Dá a percepção necessária para saber se determinado objeto foi ou não tocado pela sombra.
Estë, a curadora.+5 para testes de cura e para testes de inspirar para reduzir a fadiga dos companheiros (p.127). Dá a possibilidade de saber se determinada pessoa está acometida de alguma doença.
Mandos, o juiz.+5 para todos os testes que envolvam memória (como os testes de saber), força de vontade para resistir aos efeitos de feitiçaria e +3 para os testes que envolvem a vantagem previdente (p;146). Dá o poder de saber se alguém foi corrompido pela sombra.
Manwë, o senhor do hálito de arda.+5 em esquadrinhar e observar (avistar) e +3 nos testes de sabedoria. Dá o Encanto Divisar como Habilidade.
Vána, a sempre jovem.+5 para trovar, correr e +3 para os testes de presteza. Dá o dom de seu escolhido trazer sempre consigo a alegria e a esperança.
Tulkas, o valente.+5 para os testes de combate desarmado, força e para resistir ao medo. A presença de seu escolhido provoca medo aos adversários.
Ulmo, o senhor das águas.+5 para todos os testes que envolvam o mar ou que sejam nele e resistir à corrupção (o personagem apenas recebe este bônus se ele não possuir nenhum ponto de corrupção, não pode conhecer nenhum feitiço também). Os seus escolhidos não sofrem penalidades nas ações na água ou no mar.
Yavanna, a doadora dos frutos.+5 em testes que envolvam animais ou plantas, exceto testes que os prejudiquem, como matar, aprisionar ou qualquer outro abuso. Dá a habilidade de entender a linguagem dos animais e falar com eles.
Vairë, a tecelã.+5 para os testes de ofício (costura ou confecção), +3 para os testes que envolvem a vantagem previdente (p. 146). Ela dá aos seus escolhidos a vantagem Previdente.
Lórien, o senhor dos sonhos.+5 nos testes de inspirar, testes de sabedoria ou saber para interpretar os sonhos e +3 nos testes de ofício (jardinagem). Aqueles que dormem próximo ao seu escolhido têm um sono tranqüilo e recuperam na metade do tempo os Níveis de Fadiga perdidos.
Oromé, o caçador+5 nos testes de Sobrevivência e Montar e em testes de Combate com Armas ou de Alcance para caçar animais selvagens. A presença de um de seus servos causa medo às criaturas das sombras.
Elbereth+5 nos testes para resistir à feitiçaria. O servo que pronuncia o nome de Elbereth diante de um sevo das sombras o fará prostrar-se diante dele.

Ordens

Os Maiar podem assumir qualquer ordem, mas as mais comuns são as de Mágico, Mestre da Sabedoria, Artífice e Guerreiro. Geralmente eles assumem alguma ordem de elite, como Mago ou Arqueiro. Eles nunca poderão ser Nobres ou Comandantes, pois não faz parte de sua missão comandar ou governar os povos livres contra as sombras e sim lhes prestar auxílio e conselho.

Perícias

Existem duas listas de perícias para os Maiar, a primeira para os guerreiros e a segunda para os mais sábios.

Maiar Guerreiro: Acrobacia, Arte Naval, Combate com Armas, Combate de Alcance, Combate Desarmado, Correr, Cura, Dissimulação, Discernimento, Escalar, Esquadrinhar, Inspirar, Intimidar, Língua, Metalurgia, Montar, Nadar, Noção do Clima, Observar, Poliocértica, Rastrear, Saber, Saltar, Sobrevivência.

Maiar Sábio: Avaliar, Alvenaria, Combate com Armas, Cura, Debater, Discernimento, Disfarce, Esquadrinhar, Imitação, Inquirir, Intimidar, Jogos, Língua, Metalurgia, Montar, Noção do Clima, Observar, Ocultar, Ofício, Persuadir, Rastrear, Saber, Sobrevivência, Trovar.

Os Maiar devem ter graduações altas em Saber e Língua, assim como devem conhecer diversas línguas e saber muitas coisas, já que eles viajam por toda Arda e tem contato com diversos povos.

Vantagens e defeitos

Embora tenham nascido antes da Existência, eles compartilham muitas das paixões e negligências dos povos mais simples.

Os Maiar têm a seguinte lista de Vantagens e Defeitos:

Vantagens: Aliado, Armadura de Heróis, Corpo Fechado, Curioso, Amigo dos Elfos, Fiel, Graças da Sorte, Incorruptível, Indômito, Olhos Penetrantes, Visão Noturna, Severo, Obstinado, Vigília, Sábio, Mestre, Lindo, Melífluo, Dádiva das Línguas, Eloqüente, Incansável, Mãos que Curam, Previdente, Amigos.

Defeitos: Dever, Inimigo, Juramento, Código de Honra, Fidelidade.

Tamanho e saúde

Equivalente a da raça ou criatura que ele assumiu.

Equivalente de NA

Um mínimo de 20 ou mais, dependendo do poder do Maiar, suas evoluções e da forma por ele assumida, podendo chegar a valores extremos.

Uso

Algo que os Narradores devem lembrar sempre é que não é missão dos Maiar, liderar os Povos Livres e sim os orientar e auxiliar, pois se um personagem tomar todas as ações que deveriam ser dos jogadores pode ter certeza que ele estará trilhando o mesmo caminho de Saruman, ou até mesmo o de Sauron.

O objetivo destes personagens não é o de fazer inveja aos jogadores, fazendo-os desejar maior poder, e sim de os auxiliar em momentos de apuros, como Gandalf fez.

Antes mesmo tente criar uma história para o personagem, tipo: a que Valar ele serve? Para que ele veio à Terra-Média? Como ele se comporta? Quem são os seus Aliados? Coisas deste tipo.

Dê um nome a ele, prefira usar nomes em Sindar ou Quênya, talvez um em Westron, como Gandalf, que também era conhecido como Olórin e Mithrandir.

Agora nunca se esqueça, não permita que os jogadores usem estes tipos de personagem, já que podem trazer desequilíbrio à sua crônica e arruína-la, e faça um uso sensato destes personagens.

Textos retirados do site www.valinor.com.br

Por: minasmorgul e Khamul

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Sobre o autor

Web master e colaborador incondicional do site Minas Morgul, é apaixonado por Senhor dos Anéis e todas as obras do professor J. R. R. Tolkien. Joga RPG a pouco tempo e anda bem parada por causa do trabalho e faculdade mas sempre que pode está rolando um dado.

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1 Comentário

  1. Junior Lobo
    Postado 27 de maio de 2010 até 20:05

    cara, muito bom as materias desse site. parabens e continue.

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